Que te lembra, Dá, desta cidade? Preferiria não me lembrar, Mancabira.
Não, Manca, nam no eram. Nem este tanto havia n’Europa. Choro. Se fazem de doente por ser visitado; choro, batem, mas choram e tu pensas estarem apanhando. Adepois contam, às gargalhadas, a miséria que fazem, como aquele, morrendo de rir, falando da água que punha no leite, em plena segunda guerra. Longe de gente assim, bom cuidar do corpo, melhor ainda d’amizades. Bons amigos, saúde boa, vida longa. Aqueles só atraem desgraças.
Não há lágrima que resista a esta dor. Que todos se alevantem, ca também, contra nós, acá virá o inimigo, pois de sangue vivem e nem do sangue, nem do pranto se saciam e dançam e gritos de prazer, os súcubos, e gritos de prazer os íncubos. Chora minh’alma, chora. Implora e chora, d’alegria, chora, o fogo do céu caído d’onimigo a testa.
Andou bem, Zé Mancambira, o Ministério Público Federal que ajuizou ação contra a Globo por pronúncia errada da palavra recorde. E a liberdade de expressão, professor Joel? Não há liberdade para falar errado. E como é certa? Recorde, com acento no o, pois é paroxítona. E a Globo? É uma concessão pública e por isto tem o dever de escrever e pronunciar bem o português, porque uma de suas atribuições é também difundir a cultura e educação. Qualquer um tem o direito de errar menos uma emissora de televisão ou rádio, porque concessão do Estado.