E a lei Provincial
Queima! Texas livre! Senta a pua! Nossa Senhora Aparecida! mexe, mexe! A cobra vai fumar! Ninguém é livre, Neruda. No próximo junho vou ao túmulo de Cristo no Japão. Nesta pua, eu me perco. A Bíblia fala dos egípcios, mas estes não falam dos hebreus, por quê? Dante, que pôs Ulisses no inferno, deve estar por lá, amargando seu erro, pedindo, para sair. Sartre inda não chegou para afirmar que o inferno são os outros. A árvore torta vive sua vida, a reta vira madeira. Onde quer que estejam! Ouvia vozes, não dentro de mim, fora, como uma velha que me gritava lá da escada, parecia vir de dentro da escadaria. Parecia que estava andando nela, porque ela toda rangia.
Eu já estava pra fechar o mercado, conversava com um colega, oficial justiça, quando entrou um samango. Moreno alto, pele lisa, cabelo à moda policial, fardado e armado, portanto, estava a serviço. Pediu um saco e ele começou a escolher umas bananas, entre as menos maduros, perguntando porque não comprava bananas mais verdes. Disse-lhe que aquelas eram de vez, mas já tinham amadurecido e se comprasse muito verde não amadureciam ou amadureciam sem gosto. Enquanto isto, comecei a arrumar tudo para fechar o mercadinho, deixando meu sócio atendendo. Fechamos a loja e saímos todos juntos, quando perguntei ao sócio se ele tinha pago. O soldado disse que ainda não, mas ia pagar naquele momento. Meteu a mão no bolso e tirou duas moedas, uma de um centavo e outra de cinco. Chamei meu sócio para conferir e testemunhar a extorsão do militar. Ele me disse entre zombeteiro e ameaçador. Diga o nome dele, colega não é nome e foi saindo, enquanto eu, ligeiramente nervoso procurava o celular para gravar, por quanto ele sumia na esquina, perdendo-o, eu, de vista. Eu que ficava então sem seu nome, sem uma foto sua, sem nada.
Opa, que bagunça é esta em meu romance, rapaz? Ô Seu Didi, pensei que o senhor iria gostar! Gostar o quê, cara, totalmente fora do tema, de meu estilo, vai quebrar a unidade! Ponha aí, antes que me esqueça. E o Cabelim tá cada vez mais, diabo me esqueci. Deixa prá lá.
E eu vou atrás de meu ladrão! Seu ladrão? O ladrão é praça, cuidado pra não perderes a praça. Destas manhãs eu entendo.
Grand’homi Mancambira, o pau tá quebrando no Supremo e ninguém está percebendo a razão de tudo isto. Brasileiro vê tudo no varejo, não fazem leitura da realidade, acham ser, apenas, uma briga de dois ministros, puxando brasa para suas sardinhas. E não é Didá? Não, nunca foi. É a continuação do golpe iniciado com o Mensalão, agora apoiado pelos Estados Unidos, Israel, e outras republiquetas da latino-américa. A realidade nunca é o que aparenta ser. Ela é muito coisa a mais do que vêem teus ingênuos olhos.