domingo, 5 de abril de 2026

 


                         

                               E querdite, Mancambira, Seu Nicolas Ferreira num quer que Seu Flávio ganhe. Ele sabe que se Seu Flávio ganhar, ele nam vai deixar ninguém de outra família ser candidato a presidente. É mesmo, Tunim, aquela família parece que só quer tudo pra ela.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

SARAJEVO

 




                                Que te lembra, Dá, desta cidade? Preferiria não me lembrar, Mancabira. Gente pagando para matar gente ao tiro ao alvo.

terça-feira, 24 de março de 2026

 



                   



             Não, Manca, nam no eram. Nem este tanto havia n’Europa. Choro. Se fazem de doente por ser visitado; choro, batem, mas choram e tu pensas estarem apanhando. Adepois contam, às gargalhadas,  a miséria que fazem, como aquele, morrendo de rir, falando da água que punha no leite, em plena segunda guerra. Longe de gente assim, bom cuidar do corpo, melhor ainda d’amizades. Bons amigos, saúde boa, vida longa. Aqueles só atraem desgraças.

terça-feira, 10 de março de 2026

     




                        O Tabuleiro, não o da baiana, Zé Mancambira,  mas, o de Manezinho, por isso, Manezinho do Tabuleiro tem história a ser contada, faltando poetas para contá-las em prosa e verso. Parada obrigatória de quem ia pr’Aroeira ou que de lá vinham pra Capela pra pedir água a a quem ninguém se nega, porque a água é de Deus, não do diabo, não se vende nem se nega. Deve ter sido lá que Lindaura conhecera o primeiro homem que teve a coragem de engravidá-la, juro que não sei, nem faço a menor questão de saber.

domingo, 8 de março de 2026

 




           Não há lágrima que resista a esta dor. Que todos se alevantem, ca também, contra nós, acá virá o inimigo, pois de sangue vivem e nem do sangue, nem do pranto se saciam e dançam e gritos de prazer, os súcubos, e gritos de prazer os íncubos. Chora minh’alma, chora. Implora e chora, d’alegria, chora, o fogo do céu caído d’onimigo a testa.

quinta-feira, 5 de março de 2026

 




                         Um cheiro de amor, um almíscar subindo, alastrando-se pelo quarto, enquanto escrevia meu poema, inebriado por aquela redolência e triste e triste e triste por cada gemido dela, por cada suspiro dele.

FAZENDO FARINHA


        Fazendo Farinha Olha a massa da mandioca, mãe