segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

  







Antre mim, antre você distam  verões, invernos distam, ainda assi p’ra ti eu corro e não descanso e só me canso. Extenuado estou, sem te encontrar e pois “Comigo me desavim, sou posto em todo perigo; não posso viver comigo, nem posso fugir de mim”. E tudo não vale ren, porquê ren vale la vida porquê a vida é um sonho. Um sonho, apenas, não é Calderon? Oh, samicas, deste sonho, um dia, acorde.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 




Tocam os sinos d’agonia, Mancambira. de Berlioz Dies Irae. Tomam-nos nos seus braços-asas, inomináveis seres. Oh, Deus, livra-me de Deus. 

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026






Um barão assinalado, sem brasão, sem gume, nem lume, nem fama cumpre apenas o seu fado: (Não é, Jorge de Lima?) Ai, pois, amar, louvar sua dama, dia e noite navegar. Oh, intocável mar! Que é de aquém e de além-mar, a ilha que busca e mar que ama. A ilha não encontraste, o amor querido não veio. Que mais buscas neste mundo?