domingo, 25 de julho de 2021
INFÂNCIA OURISSANGA
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Quem pode, agora, falar o que quiser? Duna loucura quiçó. Fala e tu tá errado. Incorreto na polis. Dunga tem de mais, Dungaipe. Dungaguá. Arrotam valentia e sabedoria. Zilus, todos. duga dunga dugar lunga nunga quando virás catu? guá guará gugu tutu tana bubu. samicas tina tinica o gufo do zoião comeu o cascavel nem deixou um pedacim pra mim bufo guará taí taiguará ele é elé curumim tudim treme gora se gora gora já gorou sim sinhô.
quinta-feira, 27 de maio de 2021
E ontem passei o dia todo esperando o dia acabar e nada de acabar. Sempre navegando na redinco para saber se lá para os lados do oriente o mundo já tinha acabado, mas nada, muitos lugares, parece que nem sabiam que o mundo iria se acabar. Zé Mancambira ficou admirado, como poderia eu, um doutor, ficar esperando o mundo se acabar. Se Antõe cego, que era o maior curandeiro de Capela, num previu o acabamento do mundo, é porque de fato ele não iria acabar. As vezes era precisso dar uma corridinha n´Aroira. Ismael era danado para prever as coisas, mas se ele tampouco previu o fim do mundo para ontem era porque não iria acaber mesmo. E tome-lhe cachaça, e tome-lhe pirraça, (Tá na moda, bullyng, colonos, não sabem, do latim bullire, ferver), e tome-lhe ódio, e tome-lhe cancelamentos e tome-lhe execuções e tome-lhe e. Tudo o que não presta. A coroa veio com pouco espinho, não sangra, se sangra não se esvai.
sábado, 15 de maio de 2021
terça-feira, 11 de maio de 2021
Yá KEKERÊ
Kêkerê, quêquerê, mãe-pequena, Yá Kêkerê. No, eu, Ponto da Mangueira, vi Bárbara virada Yaô, a mãe-pequena conduzindo-a com o balaio de doces. Os meninos roubando os doces e a mãe-pequena atacando-os com uma vareta. Ritual. Os omodês brincavam. Ponto da Mangueira, Vasco da Gama, Salvador de Bahia. Te contei?
sábado, 8 de maio de 2021
Oh Jardineira, por que estás triste? Mas o que foi que te aconteceu? Voz rouqunha de Ismael, bassoura de caçutinga, arrastando bosta de cavalos, n´Aroeira. Eles vão pagar, vão pagar, sim, um dia... "Morreu pouco," porque tu não estavas lá, bando de porcos. E lá eu quero... do foguete chinês? Nem de famosinho fabricado? Que fazem eles? Para impedir execuções e genocídio? Encher as burras, só. E nos humilhar com esmolas. Morro, mas não aceito. Mortos, quantos? Jacarezinho, quantos?. Não, nada de flores. Paguem caro, mortos têm familia.
domingo, 2 de maio de 2021
Invejo os pintores, cantam cantos com as cores; Invejo os músicos, cujos poemas feitos em sons, silêncio e ritmos, entram por todos os poros; Invejo o escultor, faz da matéria deuses, nunca esquecidos; Invejo o cantor, cuja voz, divino instrumento, maneja; Invejo o bailarim, no corpo traduz a musica; Invejo, por fim o ator, o deus-corpo.