sábado, 29 de abril de 2023

 




                                        Quem assedia, quem?  Francos, sejamos, honestos. Nova industria, cria do moderno capitalismo, o assédio, nova versão da prostituição. Derrubam-se imperios, arram-se patrimnios moral, a duras penas construido, fortunas, resultado de sacrificios insuportavéis à maioria. Que nome se dá isto, Bobbio? quem levantará a voz? Quem, Cuca? Mesmo prescrito teu crime, Estancado o poder do Estado, a moral burgo-farisaica não perdoa, pede pena eterna, como se errar não fosse humano e,  portanto, um direito. Direito ao erro e  à reparação. Porque  errar, a despeito de tudo, é um direito. Porque se impossível nos livrar dele, aqui e acolá, estamos sempre errando, o erro se tornar um direito; o direito de reparar o erro e continuar sua vida em paz. Mas, a turba,  acreditando-se  impolutas vestais, não quer, não permite, não e´Bruno? Querem te empurrar mais abaix. Se não se deve perdoar, certo Lampião, certo Al Capone para que parar se será eternamente condenado? digam-me. É isto que a sociedade quer? Que continues no erro para ela se masturbar com teu sofrimento, para ela se masturbar com teu sangue. Morrer na cadeia, voz geral, como se todos fossem impolutas vestais. Mundo louco, né Mancambira?


sexta-feira, 28 de abril de 2023

 





                         Carolai, Carolei, assim você cai, Carolai. Cai, Carolai mesmo que você se sinta gostasa, Carolai. Tu tás a perigo, ou está procurando um otário para acusar de assédio? Fica no teu umbuzeiro, se nada melhor podes oferecer a este conturbado mundo, que o que tens entre pernas, esconde-te no teu canto. Ah, Já destes tua cagadinha, hoje ou queres me dizer que não cagas, nem peida? Depois não venha com o refrão da  estava moda. Ah. sob efeito de remédios. Oh, quanta empáfia, né, Paganini, né Mancambira? Dex´ela vir prá cá esta fiduncia,vou tacar-lhe um saco de mamonas nas costa para ver se ela é esta mulher toda. Pentesileia,linda e linda entre as mulheres não julgava tanto. E a CNN é americana, né, Zema, né, Mancambira. Aquem pensa trair, o árabe? Duas nações? E a Filó, coitada, terá triste fim. Patricinhas, Mauricinhos não entendem de bicho. Que quer esta Luisa Mé, promover-se à custa de bichos? Se não fossem os Agenor Tupinambá esta merda de fauna já teria se acabado. Quantos bichos um homem é capaz de salvar? Palhaçada. Ibama, citadinos,  têm medo de roça. Que tal ouvir o concerto numero 1 de Chopinho, hein, Olga?

sábado, 22 de abril de 2023

 




                                             Do outro lado da cerca, pelos espaços entre as flores curvas, eles estavam tacando. Quem, Faulkner? Quem estava tacando, Henrique? Do outro lado do Tanque Novo, sentados na encosta da trincheira, de terra preta, de forma que não nos vissem, com as calças baixadas até os joelhos, nós, em fileira, um ao lado do outro, também tacávamos. Tacando. Sem bandeira, nem bola, sem buraco nem taco.panoTu te lembras, Zé? Não, não te lembras, todos nós crianças, tu, homem já feito. Leonel sim, mais novo, nos dava as primeiras aulas. Um dia, foi com uma bezerra, mas a danada, muito arisca, não deixava. Ah dia! Ah vida! Barriga vazia, mulambos no corpo, mas livres, livres pra matar passarinho e comer, assado no espeto, livres pra jogar bola de pano, mesmo que o pai proibisse. 

segunda-feira, 17 de abril de 2023

A TINA, OS TIGRES, OS BARRIS

 





                                    Houve um tempo, Mancambira, que os tigres tinham pavor da tina. E tem tigre, no Brasil, Didi? Não, Neco, mas você poderia ter sido um. Eu, Didá, nem nunca vi. Nem no verá mais, espero. Tombém, nem sei o que é isto. Francamente, Didi, não vejo ligação entre Neco e um tigre. Aí é que tá, Mister Solano. Os negros, escravisados ou libertos, carregavam, nas tinas, os dejetos de seus senhores e despejavam na Baía de Guanabara. Em barris, se fazia na Bahia, jogando-os no Dique de Tororó, dai o nome Barris ao local onde deitavam os dejetos. História mal contada. Reis, rainhas, imperadores, condes,  duques, barões, damas e mocinhas, janotas e poetas, santos e santas não cagavam, não peidavam, não cuspiam. Santo e santa também? Sim, Miliano, pois eram gente como nós. Até Santoe e Santas? Crendeuspadi! Fim de mundo, gente. E os tigres, Horus? Os  carregadores, Seu Tunin, escorregavam-lhes pelo corpo, formando listas, as fezes. E por falar em fezes, os Estados Unidos espiavam o Antonio Guterres, secretário geral da ONU, imaginem o resto? É, doutor, uma coisa não se deve, o negar, o norte-americano ama sua terra, nós? O Brasil que se dane. Isto, têm de bom, os danados. 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

NATURA NOVUM ORGANON

 




               

                                         A natureza não se vence se não quando se lhe obedece, ouviu, Zé Mancambira? Quem disse isto, Didi? Um maluco beleza, Francisco Bacon. Quem? Isto mesmo, não vou vou chamá-lo de Franscis, em compensação não vou traduzir seu sobrenome, pois Bacon é toucinho, senão muita gente vai querer fazer dele, torresmo, o pobre barriga. Foi no Novum Organon onde propõe um novo método para interpretação da natureza. Coitado do Boaventura os ventos da desventura correm soltos na secular Universidade de Coimbra. É, preciso, mestre, obedecer à natureza para vencê-la. Não desvie suas forças para combatê-la. Que a procela se despedace na rocha, se desmanche na areia. Bonaventura, a direita, aproveitando-se dos direitos conseguidos, com sangue, suor e lágrima, pela e esquerda, ingênua, e parte pra cima, usando contra a esquerda seus próprios argumentos e leis, atirando de volta as envenenadas flechas aperfeiçoadas há séculos. Pobre de nós, onde nós erramos?  

segunda-feira, 10 de abril de 2023

PUERI HEBRAEORUM

 






                 Pueri hebrareorum                                                                                 Portantes ramos olivarum                                                                       Obviaverunt Domino,                                                                             Clamantes et dicentes                                                                            Benedictus qui venit in nomine domini.                                                                                                                                                            Zé, tá dormindo, Zé? não Didi, Mancmbira não dorme cochila. José Gonçalves de Almeido Barbosa do Carmo e Almeida Pacheco Maia de Oliveira, dorme, mas de um olho fechado, o outro aberto. Pois abre o para ouvir e os ouvidos. Qual a nova agora, Didá? Vem do Tibete. Do Tibete? Melhor de dizendo de Sua Santidade Dalai Lama. Morreu? não homi, está vivinho da silva. E o que foi? pediu a uma briança que beijasse, chupasse sua lingua. Isto é mentira, o homem é santo! Santo? Imagina, se não fosse! Pois tem ´vídeo dele beijando a criança. A mídia caiu matando. Nojento, pedófilo, inapropriado dizem uns e outros. Nojento, por quê, Didi? Isto tambem é preconceito só porque tem 87 anos? Então se tivesse 27, podia? Lembro-me de Haroldo Pitágoras, no jovem tudo é lindo. Pobre de quem envelhece, tudo lhe é proibido. Mas o certo é que o veiote pôs a lingua pra fora, mama disse. Oh! mondo cane, por menos disto, na Iberia, levaram outro pras galés. Foi, rapaz? Isto porque é santo, imagina se não fosse? Imagina, digo eu, se fosse o outro, o Santíssimo Papa. Aí, a tampa de baixo colaria com a de riba. E o que dizer disto: Deixai vir a mim as criancinhas? Tem o mundo tara por imberbes pucelas? Blasfemo, íncubo de los infiernos, grita a turba, mais por invídia, cabelos de cobra, que por indignação. Louco mundo, né, Frei Teodoro? Mundacho torto, filho, mundacho torto. E agora é o pobre do Boaventura, como acreditar? Vamos ouvir La Zenaida, Armando Hernandez? Loco, mondo.

domingo, 9 de abril de 2023

 





                       

                               Shaquira chacoalha a Lança, enquanto Clara chia sob os lençois na guardiola. Tempo, Tempo, c´est la vie, mes enfants. Quem te pode maîtriser? Gracias a la vida que me dado tanto, como podes reclamar? La vida segue, meus pequenos. Vês o outro? Enjaulado por uma pística. E são tantas e tantas e de ninguém e de ninguém. Oh! mundo torto, sem porteira! Vai caminhante, camina sem eira, nem beira, o mundo todo teu e de ninguém. Priquitos valem, valem tanto que se traficam. Os mesmos de sempre, os filhos de.