Castelos. Na pedra, menin´ faz. Filó, seu penico. Pensando, Dá? Fim do mundo? Num queria fogo, Filó. N´água? Nam sei nadae. E precisa? Mermo!Fogo mior, a gente corre. Tudo fogo, né, Herácle? É. A terra não é Paris, né, Remingue? Vamo corrê, Filo? Praonde, Dá?
Publicação do livro, qualquer valor, Pix-06173608553
Vamos pressionar Deus Carmo para chamar Manoel Gomes pro nosso lado. O povo unido, jamais será vencido. Como gosta de um jargão, o Zé Povinho, pensou, Didi, mas, caluda, não se indispor com os outros. Precisa ver quem está com a gente. Não me ponham neste bolo, eu fico neutro. Epa, epa, saia desta cara, quem é neutro sempre está lado mais forte. Você tem de se definir. Eu não quero me decidir. Então saiba que é nosso inimigo. Qual é a briga aqui? Exigir do autor a publicação da caneta azul. Queremos o Manoel Gomes como colega, personagem do romance. Mas que tem a ver este romance com uma simples caneta azul, amarela ou vermelha? Rapaz, ele pode ser até sobre a noite em Paris, mas no dia ele tem de ser brasileiro, de norte a sul, e, qualquer de nós pode ser personagem. É preciso que os autores saibam que os personagens também mandam, e, por vezes, dirigem, queiram ou não, a ação, o enredo. Eles roubam a cena e o autor se torna um simples escravo. Vamos aproveitar enquanto uns bestas estão preocupados o Evo da Bolívia, a gente faz aqui nossa peleja. Voz aos danados, aos esquecidos, aos jogados nos musseques. Acho que logo, logo, ele estará iguais aos jogadores de futebol, cantando contra o povo de onde ele veio. Também não é assim, tem de se dar um voto de confiança. Você não conhece os poderosos, ele vai se voltar contra o povo, ou por dinheiro, corrupção, ou por intimidação. Nós somos o canal, ou faz, ou não cantará. E aí, você resiste? Muito menos um bocório como ele. Se ele fizer isto, merece nosso total desprezo. Boicotar os shows dele. Boicotar é pouco.Tem de ser um pouquinho mais duro. A mesma moeda, sem dar nem pedir troco. Não cara, as vezes um simples bate-papo o sujeito acorda. Você acha mesmo que um simples bate-papo vai vencer milhões. Um pobre coitado, nem sabe o que está fazendo. Não sabe, aposto que contar dinheiro ele sabe. Já eu, sou totalmente contra a violência. É? Quando cortam a luz ou a água de tua casa, tu é favorável? Tu não chama isto de violência? Tu compra um quilo de carne, chega em casa pesa, só dá 900 gramas, isto é violência? Tu tem a quem reclamar?
Você não acha que está sendo preconceituoso, Umberto? Como, Didi, você acha mesmo que eu, nós temos de elogiar a burrice? Igualar todos a todos? Então, não adiantou levar anos com a cara nos livros. Doenças crônicas com documentos velhos. Adoecer no manuseio de múmias e fósseis. Rapaz, não é isto, falo de quem grita sem ser ouvido, de quem sequer se ouve os gemidos. Sim. E eu falo justamente destes que não se ouviam e hoje têm voz, mais do que nós, porque, enquanto falamos para poucos, eles falam para toda humanidade e logo nos sufocarão, porque são muitos. Ah, tenho medo, mediocridade, apavora.
Agora me retei mesmo. Quero saber quem botou fogo na minha Nôtre-Dame. Na sua Nôtre-Dame? Agora ela é sua? Agora, não. Ela sempre foi minha. Quem leva turista para ela, todos os dias? Que a conhece mais do que eu, para informar ao visitante tudo o que acontece e acontece nela? Quero sim que me descubra que pôs fogo na minha joia. Quem chamem Sherlock Holmes, corram à Baker Street e o tragam nem seja amarrado e de charuto apagado, mas tragam, é urgente. Corram, corram, chamem todos os bombeiros do mundo, não a deixem queimar, é como queimar o mundo, corram. Rapaz, que agonia é esta, deixa que os homens estão cuidando, depois, o mundo não vai se acabar! Não? Não para você, insensível. Ela é minha vida. Não sabia que você fosse tão devoto dela. Devoto? Que devoto, rapaz? Tudo que tenho devo a ela. Você entende? Gandra, onde estás agora? Tu te lembras? Rapaz, se isto aqui pegar fogo, não fica nada. Que nada, pá, aqui nunca pega fogo, é muito cuidado.
Ginka, veja estas gárgulas, lindas e horríveis. Você tinha medo, mas era de mim. De Norteamérica, conhecer Paris. Todos querem conhecer Paris. Jean, onde estás Deglun? Estivemos aqui, vindo da Feijoada, lembra? Quantas pessoas morreram para construir isto aqui. Escravos. Quantos? Gritos de dor.