Eu já estava pra fechar o mercado, conversava com um colega, oficial justiça, quando entrou um samango. Moreno alto, pele lisa, cabelo à moda policial, fardado e armado, portanto, estava a serviço. Pediu um saco e ele começou a escolher umas bananas, entre as menos maduros, perguntando porque não comprava bananas mais verdes. Disse-lhe que aquelas eram de vez, mas já tinham amadurecido e se comprasse muito verde não amadureciam ou amadureciam sem gosto. Enquanto isto, comecei a arrumar tudo para fechar o mercadinho, deixando meu sócio atendendo. Fechamos a loja e saímos todos juntos, quando perguntei ao sócio se ele tinha pago. O soldado disse que ainda não mas ia pagar naquele momento. Meteu a mão no e tirou duas moedas e uma de centavo e outra de cinco. Chamei meu sócio para conferir e testemunhar a extorsão do militar. Ele me disse entre zombeteiro e ameaçador. Diga o nome dele, colega não é nome e foi saindo, enquanto eu, ligeiramente nervoso procurava o celular para gravar enquanto ele sumia na esquina, perdendo-o, eu, de vista. Eu que ficava então sem seu nome, sem uma foto sua, sem nada.
Opa, que bagunça é esta em meu romance, rapaz? Ô Seu Didi, pensei que o senhor iria gostar! Gostar o quê, cara, totalmente fora do tema, de meu estilo, vai quebrar a unidade!
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