Queima! Texas livre! Senta a pua! Nossa Senhora Aparecida! mexe, mexe! A cobra vai fumar! Ninguém é livre, Neruda. No próximo junho vou ao túmulo de Cristo no Japão. Nesta pua, eu me perco. A Bíblia fala dos egípcios, mas estes não falam dos hebreus, por quê? Dante, que pôs Ulisses no inferno, deve estar por lá, amargando seu erro, pedindo, para sair. Sartre inda não chegou para afirmar que o inferno são os outros. A árvore torta vive sua vida, a reta vira madeira. Onde quer que estejam! Ouvia vozes, não dentro de mim, fora, como uma velha que me gritava lá da escada, parecia vir de dentro da escadaria. Parecia que estava andando nela, porque ela toda rangia. Coma pitagórica. Como um rio corriam minhas lágrimas e nada, ninguém podia estancar. Nem vozes vindas das profundezas da terra paravam. Pairavam sobre nós, atônitos, sem saber de onde vinham, ora graves, agudas e medianas como monumental órgão tocado por invisíveis e delicadas mãos. Quem te fez assim, Zé Mancambira, saído do ressequido Carrapato? Pela boca escorria sangue. Que mais escorria, Teresinha? Pus. Datuna parentre pernas. Dona Júlia, abertas as combas, segurando a saia, no beco de seu Cirilo, mijando.