Uma vez flamengo, flamengo até morrer! de fome, só se for. Lá vem o do contra. Hay gobierno nesta tierra? Soy contra. O cara é contra tudo. Gente, vamos cantar, beber, comer, chorar. Alegria, Alegria. Idolatrar time de futebol é permitir, calado, que te deem uma dose de cocaína. Antes, Igreja, distraimento, agora. Manter o jugo, sempre haverá como. Sofisticação, crescente. Saídos das favelas, jogadores contra favelados, jogam. Por quê silenciar? Aceitar biscoitos? E o circo que nos dão? Pão, pão, circo, circo. Não só de pão vive o homem.
domingo, 24 de novembro de 2019
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
GUGU
Desce daí, Guga, que tu não é mais menino para andar numa altura desta. Que nada, rapaz, vaso ruim não quebra. Moço, não brinque com a sorte, e se o vaso for bom? Ai, ele quebra e é sinal de que sou um cara bom. Eu sendo você, não me aventuraria a andar numa altura desta. Vai que dar uma tontura, uma escorrega e aí? Tu medroso mesmo, eu me sinto como um garoto de 20 anos. Sentir é uma coisa e ser é outra. A cabeça pede, mas o corpo não ajuda. Eu duvido que você fizesse isto no Brasil. Mas lá não precisa, lá gente pra tudo e depois eu preciso exercitar o corpo. Exercitar, sim, não, arriscando a vida. Se tiver de morrer, plaboy, até numa cama se morre. Não dê chances ao azar, Guga. Que azar, árabe fatalista. Depois não diga que Santo Antonio lhe enganou. Eita sujeito supersticioso e é materialista! Bom, vou preparar um drinque, desça logo daí. O que você quer beber? Caipirinha de Cabeceira do Rio, a de Utinga, que você trouxe, seu nojento, só falta um pouquinho. Tu, pirralho já subiu em pau? Já roubou goiabas no quintal de Rosalina? Nunca me esqueço, Vade de Piroquinha, o manguá comendo e ele se cagando. Tome-lhe reio. Que história, subir em pau. Isto só vocês, do interior. E de goiabeira, é com Damares. Quem subiu, mesmo, no pau da goiabeira? Foi ela ou Jesus? Ha, há, há. Vai fazer logo este drinque, quero tomar aqui em cima, está até distraído. Não, se for pra tomar aí em cima, não faço, desça logo, ou eu não faço. Tá bom, tá bom, medroso. Desce daí, a caipirinha tá um ouro. Quando acabar aqui, vou cair matando. Trouxe também uns mocós, para tira-gosto. Nunca ouvi falar. É um roedor silvestre, mas eu crio lá na roça. É super gostoso. E o IBAMA permite? Sim, com licença. Acho que a única maneira de preservar os animais é domesticá-los. Fora disto, será a destruição total. Me dá uma lasquinha dele aí, experimentar. Bicho, que delícia. Desce e vem comer mocopinga. Põe aí uma daquelas chulas do sertão. Quero ouvir daqui. Aaaaiii. O que foi rapaz? Corre Rose o gugu caiu lá de cima.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
REQUIEM PARA BOLÍVIA
Nós somos um só. Que um só, rapaz? Cada um é cada um. Não dizem, cada cabeça um mundo? Como ser um só? Que você acha, Macambira? Rapaz, fica difícil. Que a gente se parece muito, parece. Eu conheço meio mundo de meu Deus e vejo muita gente parecida. Se parece o corpo, há-de de ter quem tem alma parecida com outra. Mas é doido, mesmo. Quem tá falando de alma aqui? E não? você não disse, cada cabeça um mundo? Isto não é alma. Alma, burro, mente, cabeça, tudo a mesma coisa. Mas, que doidura vocês estão falando aí? José de Nazaré, chegando, com sua fama de homem mais sabido de Capela do Alto Alegre, Rosalina Gomes, de João Teiú, de Maria Cagona, de Tenente, de Zé Canário, de Zé Mancambira, Tico doido e outros bichos não menos famosos, que se se for nomear tem de escrever um livro. Quando ele falava, diziam, os outros abaixavam o rabo. Nós tá falano aqui do gorpe na Boliva, gritou Zé Pretim. Sai, do meio, Zé Pretim que ainda falta muito pra gente. Pois os caras não derrubaram o Evo? Quem? O Evo Morales, presidente da Bolívia. Ah, foi, disse Zé de Nazaré, caneta, que não era azul, n´orelha, cofiando o bigode. Camacho rima com capacho, fala de um mais exaltado. Vejo, revejo-o. Juntos montando a bicicleta do Les Cracks, o filme de Joffé. Rindo de Bourvil, seu nariz, também discriminado por seu nariz aymará. Como imaginar, tarde no tempo, o aimará ser atacado, pelo nariz, sua identidade. Plástica, modificar o ancestral nariz. Assim é o vencedor, ataca o que mais nos identifica.
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Alfurja é o mundo. O meu, carrego num alforje. Alferes, levo a bandeira da paz. Tranquilo, degustar meu alfajor. Gozar de minh´alforria, inda que d´algibeira vazia. Na cálid´almedin ouvir, do vendedor, o pregão do alfenim. Olha o alfenim, mininin, vem comprar, vem comprar o alfenim. Capela do Alto Alegre, Abelardo de João de Nézinho, o alvanel, canta, estucando um muro. Ver passar, do alcácer vindo, o alarife, alfanje à cinta, cavalgando o alfaraz em seu caminho para a oficina. Longe vai em Capela. Mané Gonsalves faz sua casa. Rua Nova. Nunca vai achar o dinheiro que está gastando. Era o comento.
terça-feira, 5 de novembro de 2019
GLOBO CONTRA BOLSONARO?
Horus tem estado macambúzio. Seus personagens estão em constante desavenças. Brigam pelo momento que passam hoje. Uns apoiam Messias, outros o desapoiam. Na briga entre ele, Messias, e Globo, há até quem torça pelos dois. Argumentam. O assistencialismo adormece, Messias desadormece. Desaprovo o homem, mas aprovo a política. Nos levam à revolução, diz um. Por isso, não se o combate totalmente, diz outro. A lei Rouanet, desviada de seu objetivo, incentivar os novos artistas. Na briga entre Globo e Messias, torço pelos dois. Num duelo, os tiros podem sair ao mesmo tempo, e, morrerem ambos. Palavras, doutro. Olorum valei-me.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
CANETA AZUL, AZUL CANETA
Vamos pressionar Deus Carmo para chamar Manoel Gomes pro nosso lado. O povo unido, jamais será vencido. Como gosta de um jargão, o Zé Povinho, pensou, Didi, mas, caluda, não se indispor com os outros. Precisa ver quem está com a gente. Não me ponham neste bolo, eu fico neutro. Epa, epa, saia desta cara, quem é neutro sempre está lado mais forte. Você tem de se definir. Eu não quero me decidir. Então saiba que é nosso inimigo. Qual é a briga aqui? Exigir do autor a publicação da caneta azul. Queremos o Manoel Gomes como colega, personagem do romance. Mas que tem a ver este romance com uma simples caneta azul, amarela ou vermelha? Rapaz, ele pode ser até sobre a noite em Paris, mas no dia ele tem de ser brasileiro, de norte a sul, e, qualquer de nós pode ser personagem. É preciso que os autores saibam que os personagens também mandam, e, por vezes, dirigem, queiram ou não, a ação, o enredo. Eles roubam a cena e o autor se torna um simples escravo. Vamos aproveitar enquanto uns bestas estão preocupados o Evo da Bolívia, a gente faz aqui nossa peleja. Voz aos danados, aos esquecidos, aos jogados nos musseques. Acho que logo, logo, ele estará iguais aos jogadores de futebol, cantando contra o povo de onde ele veio. Também não é assim, tem de se dar um voto de confiança. Você não conhece os poderosos, ele vai se voltar contra o povo, ou por dinheiro, corrupção, ou por intimidação. Nós somos o canal, ou faz, ou não cantará. E aí, você resiste? Muito menos um bocório como ele. Se ele fizer isto, merece nosso total desprezo. Boicotar os shows dele. Boicotar é pouco.Tem de ser um pouquinho mais duro. A mesma moeda, sem dar nem pedir troco. Não cara, as vezes um simples bate-papo o sujeito acorda. Você acha mesmo que um simples bate-papo vai vencer milhões. Um pobre coitado, nem sabe o que está fazendo. Não sabe, aposto que contar dinheiro ele sabe. Já eu, sou totalmente contra a violência. É? Quando cortam a luz ou a água de tua casa, tu é favorável? Tu não chama isto de violência? Tu compra um quilo de carne, chega em casa pesa, só dá 900 gramas, isto é violência? Tu tem a quem reclamar?
Você não acha que está sendo preconceituoso, Umberto? Como, Didi, você acha mesmo que eu, nós temos de elogiar a burrice? Igualar todos a todos? Então, não adiantou levar anos com a cara nos livros. Doenças crônicas com documentos velhos. Adoecer no manuseio de múmias e fósseis. Rapaz, não é isto, falo de quem grita sem ser ouvido, de quem sequer se ouve os gemidos. Sim. E eu falo justamente destes que não se ouviam e hoje têm voz, mais do que nós, porque, enquanto falamos para poucos, eles falam para toda humanidade e logo nos sufocarão, porque são muitos. Ah, tenho medo, mediocridade, apavora.
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