quarta-feira, 8 de julho de 2020

GOSTO DE TE VER CANTANDO

                











                              Alma minha gentil, por que partiste? Estou tão triste! Tragam-me pra dançar um frevo. Cadê, Capiba? É de amargar, tu não sabes como aqui está! E nem queira saber. Já não aguento mais. E no entanto, inda acredito, há de surgir a linda flor da madrugada.

terça-feira, 7 de julho de 2020

SAINT-DENIS, SÃO DIONÍSIO DA CABEÇA













                                  Eu vejo um homem. Ele é negro, negro não, preto, pardo, marrom, sei lá. É um homem e pronto. Está caído, no chão, uma polícia aponta um revolver, parece não se incomadar, ao lado um saco, ele o abre e pega alguma coisa, deixa-me ver, sim, é uma cabeça ensaguentada. Ergue-se com a cabeça na mão, chega um carro da polícia. Os policias já de arma na mão. Ele atravessa a rua ignorando tudo e todos. Segurando a cabeça, anda, onde vai parar este Saint-Denis da periferia? Alguém me diz? Em que igreja entrará? A polícia o segue, atirando. Ele anda em passos lentos, as balas parecem de festim. Gritam-lhe, ordenando que pare. Por quê  a polícia continua atirando?  Quem mais louco? Para isto, os impostos? Não há quem os pare? Dime cristão, onde está tua fé? 

domingo, 5 de julho de 2020

DANÇA DA MORTE














                                           
                                               Pára, mulher, que loucura é esta? Pára com esta dança, não está vendo que as pessoas estão te recriminando? As pessoas morrendo e tu, nesta, loucura, dançando. Falando sozinho, Mancambira? Que sozinho! Não está vendo a Frau Troffea se acabando de dançar, enquanto passa o enterro de Chediak? Esta maluca está desrespeitando o sentimentos dos outros. Não, é possível, estão aplaudindo. Lá venho uma segurando saia. É louca, se juntou à Troffea e stá dançando também. Gente, venham cá, vejam esta loucura, já tem 5 mulheres dançando, quase em frente ao cemitério. É a dança da morte. O que deu nesta gente? 

quinta-feira, 18 de junho de 2020

CADÊ, CADÊ












                                              Zorquei iof ospre,  oãn  medop redpren nhami rehlmu, men nhami ahlfi, sale oãn met dana a rev moc tois. Samirgla ehl maicsed éta o oãhc. Que mistérios tem o homem! Esconde riquezas que até os céus duvidam. Os brutos também choram, não é, Shane? Ce nu em metam. Caluda, tacere. Senta-te e cala. Cala-te, não vás ajudar um impedimento. Voa, voa, valhacouto.

segunda-feira, 15 de junho de 2020















                                   Nailton, de Zavinho, compadre Nailton, a gente pulou fogueira. Dija, chupava o dedo coçando as pestanas. Na venda do pai, Mané Gonsalves, pegava um punhado de açúcar pra chupar o dedo. Jarbas tinha cacoete, mexia os olhos, a boca e as orelhas. Tak to je pecka. Isto é incrível. Só vendo para crer. E nós fazendo um convescote, sem conviva. 

sexta-feira, 12 de junho de 2020















                                       O que Didi entende de política? Ingênuo, o Niltinho, mal sabe que Didi estuda justamente na Sciences Po, também, nem mesmo sabe o que seja isto. Temos um grande defeito. Falar do que não entendemos.  E pior, com grande empáfia. Ih, falta-nos humbê. E por isto, nada sabemos.

segunda-feira, 8 de junho de 2020



                








                                                   Já disseram até que eu virava lobisomem. Nem  é lua cheia. Vira, vira vira homem, vira vira lobisomem. Veja só, Saura. Por que me ignoras, se estou a apenas treze quilômetros de ti? Tostados, meus filhos? Eram assim todos vocês. Não se lembram?