quinta-feira, 8 de outubro de 2020







                        Não te disse? Lulu, Lulu, cuidado com este mundo doido. Falei de Zé Canário, Tenente e Maria Ferrugem, dita, a cagona. Você levou na brincadeira. Desumano, o mundo, não avisei? Me conta o que aconteceu? Onde estão as grifes a que serviste? Diz. Você não está conhecendo? Não se lembra de mim? Quanto trabalho para te encontrar. Vou ligar pra tua mãe, ela vai te trazer de volta ao mundo. O que? Que você disse? Oh, bela menina, que fizeram de ti? Não cantou pra ti o galo,  feitiço? Canta, galo, canta galo.

terça-feira, 6 de outubro de 2020









                           Se, fazer justiça seletiva atropelando leis e a Constituição para condenar uns e proteger outros, não for corrupção, então vou ter de queimar toda minha biblioteca, e,  como está na moda queimar livros, não será tanta novidade, assim.  De que você falando,  Zé Mancambira? Falando ou delirando? Este aí tem horas que diz coisas que ninguém entende. Quando a loucura ataca. 

                                    E depois de ter destruído tudo e enchido as burras de metais, é muito simples largar tudo, ir-se embora, deixando todos na merda. E você ainda fica dando trela a Mancambira.

domingo, 4 de outubro de 2020








                                 O tempo não existe, eu sei, mas como explicar estes cabelos brancos? Esta fraqueza nas pernas, as dores nos joelhos, o esquecimento. Alguém aí pode me adiantar o futuro? Você pode Cédric? Por mais cálculos que eu faça, nunca chegarei lá, meu caro Didi. 

domingo, 27 de setembro de 2020









                                    Bucévalo, eu o vi primeiro? Alazão? escuro, no curral da fazenda, dos, eu vou apagar, não eram eles, em Mairi a caminho de Mundo Novo. Depois subi a cerca do curral e voei. Um vôo raso caindo sobre uma construção com quartos e corredores cujas aberturas, pois não pareciam portas, mal dava para passar um corpo não muito gordo, onde acho que tenha levado mais de uma hora para encontrar a saída, que dava para uma estrada, larga, muito larga. Um trio elétrico parado no acostamento. Algumas pessoas tentando colocar algo no fundo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020









                                        de preto? estava ela, mesmo de preto?  Vaqueiros passaram corrento atrás de um boi, saí correndo, não ser atropelado. Poeira subindo, gente, vaqueiros gritando. Derrubar o boi. Vida de gado. Não via, nem ouvia vozes, apenas uma sensação de ter alguém no quarto, mesmo acendendo as luzes, era uma conspiração.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

 










                                        Francisco Petronio, Carlos Gonzaga, Os incríveis, Jerry Adriani, José Roberto, Fábio, Paulo de Paula, Adilson Ramos, Benito de Paula, Wanderley Cardoso, Carmen Silva, Diana, Evaldo Braga, José Augusto, Julio Cesar, Lindomar Castilho, Luiz Ayrão, Balthasar, Odair José, Barros de Alencar, Francisco Cuoco, Nelson Ned, Marcio José, Marinês, Ronnie Von, Moacyr Franco, Antonio arcos, Gilberto Lemos, Sidney Magal, lá em Gandu, quanto estrelismo, não é Almir? Claudio di oro, Almir Rogério, Alypio Martins, Gilliard de quem ouvi pela primeira vez falar, Arlinda de Mamede, queria um brinde, Ricardo Braga, Ronaldo Resedá, Peninha, em Sento Sé, gozação ou preconceito?  Sylvinho, Wando, Agepê, Bianca, Elisamgela, Kátia, Gretchen, mostrando-se mais do que cantando, Joana, Claudia Telles, Vanusa, Paulo Sergio, Sergio Murillo, Celly Campelo, Joelma, Nalva Aguiar, Eduardo Araujo, João Viola, Agnaldo Timoteo, Claudia Barroso, Amado Batista, quantos discos lhe vendera Nivaldo? Demetrius, Fernando Mendes, Cesar Sampaio, Nilton César, Perla, Heleno, Waldick Soriano, Angelo Máximo, Luiz Américo, Gilberto Lemos, Rosimary, Bartô Galeno se perderam na avalanche do tempo? Cada um me lembra algúem,  alguma coisa, por razões diversas.  Talvez daqui a mais algum tempo não sejam lembrados por qualquer pessoa.  Oh tempo, implacável tempo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 







                                     

                        


                                                Mar menino, marque zine. Marque mermo, merece.