Oi tudo bem? E pode tá bem, Didi? E por que não pode? Horusdidi. Sandica. E lá se foi o Luvelli, como eu queria ter falado com ele antes. Como passei tantos dias pensando nele, nos papos no Trait-d`Union.
Kêkerê, quêquerê, mãe-pequena, Yá Kêkerê. No, eu, Ponto da Mangueira, vi Bárbara virada Yaô, a mãe-pequena conduzindo-a com o balaio de doces. Os meninos roubando os doces e a mãe-pequena atacando-os com uma vareta. Ritual. Os omodês brincavam. Ponto da Mangueira, Vasco da Gama, Salvador de Bahia. Te contei?
Oh Jardineira, por que estás triste? Mas o que foi que te aconteceu? Voz rouqunha de Ismael, bassoura de caçutinga, arrastando bosta de cavalos, n´Aroeira. Eles vão pagar, vão pagar, sim, um dia... "Morreu pouco," porque tu não estavas lá, bando de porcos. E lá eu quero... do foguete chinês? Nem de famosinho fabricado? Que fazem eles? Para impedir execuções e genocídio? Encher as burras, só. E nos humilhar com esmolas. Morro, mas não aceito. Mortos, quantos? Jacarezinho, quantos?. Não, nada de flores. Paguem caro, mortos têm familia.
Invejo os pintores, cantam cantos com as cores; Invejo os músicos, cujos poemas feitos em sons, silêncio e ritmos, entram por todos os poros; Invejo o escultor, faz da matéria deuses, nunca esquecidos; Invejo o cantor, cuja voz, divino instrumento, maneja; Invejo o bailarim, no corpo traduz a musica; Invejo, por fim o ator, o deus-corpo.
O Cavaleiro da Morte, nem mais foice traz, nem joga xadrez com Antonius Block, um motossera, de marca, de estilo, tope de linha, de capacete, não espirrar em sua triste figura. Opa, ops, quem te chamou aqui, Quixote? Cabeças em fileira, dez, cem, mil, o cavaleiro, em riste o motossera, corta-as, menos de segundo, rápido quanto pensas. Tempos Modernos, não é Chaplin? E estranhos e velozes e vorazes e sanguinários e os olhos pesam e as pernas, sacos de areia e os braços, braços, chumbo, chumbo e o sopro e o sopr e o sop e o soco no respiro, afogado, afogado. Non água, no propriá di gente., sem tempo di dizer adeus, sem ninguém pradizer adeus. Não foi ele quem comeu o açúcar de dona judite; nam, nã foi ele que os vinte mil réis de dona Maria Laura, perdido, ingênuo, e nocente mandado. Procurar no Porto da Barra, achado, na poça, agarrado, olhando o Primavera, o Oceania, a sorveteria. Entregou, inda molhado, inda assim, ficou ladrão, força d´opinião de quem é patrão. Vale muito ter malícia, nem a capoeira ensinou. Capoeira no chão, tim, tim, tim, capoeira no chão tim, tim, tim, camará.