terça-feira, 9 de setembro de 2025

 





Melhor dormir e sonhar, todo sonho é um poema. Na rua, todos de preto, inclusive, os chapéus. E barba, alguns, a maioria. E gritavam e batiam e cuspiam e xingavam e gargalhavam, hienas no cio. Mais ali, além do muro, infantes a quem não permitiam gazear, nem gazetear e sim,  gazofilados ao menor cicio.

domingo, 7 de setembro de 2025

EU NÃO TOMO BANHO

 







Eu não tomo banho, e daí? Michael Jackson, tampouco, tomava.

Laela, sim. É assim que me chamo, tão diferente nome, quanto pareça eu ser estranha.

Sim, estou presenteando com dois milhões à pessoa que me achar um marido. Não me importa cor, nem tamanho, apenas que seja tão especial e rico  que eu não precise sustentá-lo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

 

                Momentos peça dirigida por Eduardo Cabus,                        Dos arquivos de Bartira






segunda-feira, 1 de setembro de 2025

SE É QUE ME LEMBRO

        







          O nome, todos os nomes, deixa prá lá, Saramago. Tu te importas que não mo recorde? Alguém há-de reclamar. Nomes trazem cargas simbólicas, influenciar a narração. Pois bem,  inventemos um. Fidel? Sim, do requeijão, simpático vendedor na feira de Vaz da Roça. Fidé, assim chamavam-no. Tombém, ansi chama-lo-ei, posto que não me lembre. O do carnaval, que, como nuvem passageira, amigos fomos, Pierrô que fora, Arlequim também corríamos empós de ūnha Colombina que nunca fora, com a turma lá gritando tem nego bebo aí, tem nego aí. E assim que Pierrô e Colombina   e Arlequim, tão démodés, perderam-se na multidão. Pierrô perdido foi cair na roça de Seu Calheira, onde foi achado, roubando cacau. Laranja madura, na beira da estrada tem marimbondo no pé. Os vigias de Seu Calheira. Acabou nosso carnaval, não se ouve mais cantar canções, nem se vê as lágrimas do Pierrô, nem se sente o cheiro da Colombina, a Colombina sem amor, pelas ruas de Gandu do Corujão. E no entanto é preciso viver e viver é o agora não, o amanhã, né Heidegger?  

quinta-feira, 21 de agosto de 2025






 Não, não, não, Mancambira, livre arbítrio, não, coisa de Dija que vive agarrado às saias dos padres. IIh, figura, entonce, tá ruim, os padres, nem batina usam mais! Segurar, agora, só na terceira perna. Ah, se Leão do Peru souber disto! Vai-te excomungar. E, lá me importo, eu? Se Espinosa já o foi e não me consta que ele esteja pior do os que não o foram. O primeiro a gritar contra este tal de livre arbítrio, retado, ele. Verdade? E quem o excomungou, o papa. A sentença da Sinagoga Portuguesa de Amesterdão, posto que era judeu: Maldito seja de dia, maldito seja de noite; maldito seja em seu deitar, maldito seja em seu levantar; maldito ele, em seu sair, maldito ele em seu entrar. E que ninguém lhe pode oralmente, nem por escrito, nem lhe fazer nenhum favor, nem estar com ele debaixo do mesmo teto, nem junto com ele a menos de 66 metros. Brabo, então, tinha-se de andar com um trena! Nem a mãe dele? Nem a mãe. Reveles acreditam em Deus, Didi? É tudo isto fazem em nome Deus! Muita disciplina, então? Nisto, sim. Nam, nam lo sabo, sim, morrido, tudoseacaba.

domingo, 17 de agosto de 2025

 



                   Juro. Já tive pena. Hoje, discordo de Schopenhauer, não tenho e, luto, acredite, por não ter, a menor compaixão pelo homem. Bicho desprezível. Ainda com a força valemos alguma coisa, sem ela, adeus, um estorvo. Fulano morreu, fico é contente, antes que eu. Os anos pesam, mas ninguém quer morrer. O velho atrapalha, ninguém pensa, este sou eu amanhã, contra força do destino ninguém pode lutar e vencer já dizia o velho e sábio Ésquilo, mas pelos deuses, se existirem. Quero que te vás, tu primeiro, deixa-me morrer de viver. Tanto, tanto mistério com a fêmea pra tudo acabar no bacha bazi. E tudo tolerado. Louco mundo Frei Teodoro.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

 





                      La Feijoada, restaurante, sem movimento, madame Faure nos liberou, meia-noite. Estava ligeiramente gripado, te levo em casa, Didi, disse Jean, o cozinheiro. Rue des Quatre Vents, Odeon. Odeon. A caminho do seu carro, me veio à boca uma catarrada. Cuspi no retrovisor de um carro. Imediata e veementemente, Jean me reclamou. Selvagem, por quê você faz isto? Naquela hora, percebi o quanto faltava para me adaptar, no Brasil, talvez tivesse sido aplaudido.