sexta-feira, 11 de junho de 2021

 






                            Quem pode, agora,  falar o que quiser? Duna loucura quiçó. Fala e tu tá errado. Incorreto na polis. Dunga tem de mais, Dungaipe. Dungaguá. Arrotam valentia e sabedoria. Zilus, todos. duga dunga dugar lunga  nunga quando virás catu? guá guará gugu tutu tana bubu. samicas tina tinica o gufo do zoião comeu o cascavel nem deixou um pedacim pra mim bufo guará taí taiguará ele é elé curumim tudim treme gora se gora gora já gorou sim sinhô.

quinta-feira, 27 de maio de 2021






 


                                      E ontem passei o dia todo esperando o dia acabar e nada de acabar. Sempre navegando na redinco para saber se lá para os lados do oriente o mundo já tinha acabado, mas  nada, muitos lugares, parece que nem sabiam que o mundo iria se acabar. Zé Mancambira ficou admirado, como poderia eu, um doutor, ficar esperando o mundo se acabar. Se Antõe cego, que era o maior curandeiro de Capela, num previu o acabamento do mundo, é porque de fato ele não iria acabar. As vezes era precisso dar uma corridinha n´Aroira. Ismael era danado para prever as coisas, mas se ele tampouco previu o fim do mundo para ontem era porque não iria acaber mesmo. E tome-lhe cachaça, e tome-lhe pirraça, (Tá na moda, bullyng, colonos, não sabem, do latim bullire, ferver), e tome-lhe ódio, e tome-lhe cancelamentos e tome-lhe execuções e tome-lhe e. Tudo o que não presta. A coroa veio com pouco espinho, não sangra, se sangra não se esvai.

sábado, 15 de maio de 2021








                                        Oi tudo bem? E pode tá bem, Didi? E por que não pode? Horusdidi. Sandica. E lá se foi o Luvelli, como eu queria ter falado com ele antes. Como passei tantos dias pensando nele, nos papos no Trait-d`Union.



                                          

                     

                                         


                                 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Yá KEKERÊ

 








                          Kêkerê, quêquerê, mãe-pequena, Yá Kêkerê. No, eu, Ponto da Mangueira, vi Bárbara virada Yaô, a mãe-pequena conduzindo-a com o balaio de doces. Os meninos roubando os doces e a mãe-pequena atacando-os com uma vareta. Ritual. Os omodês brincavam. Ponto da Mangueira, Vasco da Gama, Salvador de Bahia. Te contei?





sábado, 8 de maio de 2021








                            Oh Jardineira, por que estás triste? Mas o que foi que te aconteceu? Voz rouqunha de Ismael, bassoura de caçutinga, arrastando bosta de cavalos, n´Aroeira. Eles vão pagar,  vão pagar, sim, um dia... "Morreu pouco," porque tu não estavas lá, bando de porcos. E lá eu quero... do foguete chinês? Nem de famosinho fabricado? Que fazem eles? Para impedir execuções e genocídio?  Encher as burras, só. E nos humilhar com esmolas. Morro, mas não aceito. Mortos, quantos? Jacarezinho, quantos?. Não, nada de flores. Paguem caro, mortos têm familia.

domingo, 2 de maio de 2021






                                             Invejo os pintores, cantam cantos com as cores; Invejo os músicos, cujos poemas  feitos em sons, silêncio e ritmos, entram por todos os poros;  Invejo o escultor, faz da matéria deuses, nunca esquecidos; Invejo o cantor, cuja voz, divino instrumento, maneja; Invejo o bailarim, no corpo traduz a musica; Invejo, por fim o ator, o deus-corpo.

terça-feira, 27 de abril de 2021







                     

                                 Um grande aspirador, tão grande, possível de arrancar do mundo esta poeira má que circula no orbe. Oh! quanto pó no mundo. Meu Deus, Deus? Eu não te chamo em vão, não como os fieis que, à minima dificuldade, te implora. Eu imploro-te, eu te imploro. Arrasta deste mundo o mal que nos envolve.