sexta-feira, 14 de agosto de 2020

 





                                                       Grandma isn´t responding. Paraná, paranaê terra do marreco,  conterrânea de Manguaçu, flagrada por câmaras, pondo cabelo na merenda. Comeu quase dois, pagou um. Tudo sob controle. Hahaha. Rio, audiência publica, fulano e fulana transando e nem como coisa! E Romero Britto, tu conheces, Mancambira? Se cagou.  Em Miami, pronuncie, miame mesmo, brava senhora, chegou à sua, dele, loja, comprou uma peça cara, gritando, nunca mais maltrate meus empregados atiçou ao chão a dita obra. Dá pra rir? Dá pra chorar? Madonna né mais minha dona? Donnama nam és. Quem te fere assim? Espera lá na frente! E Felipe não é mais neto. Oocaiulhe. E o Espírito não parece estar tão santo.  Eire, donna sposata, azi, fata mia. Que horror, diz Mancambira. Fim dos tempos, Neco Preto. Tudo isto já existia, tu não foi à escola. É só ler pra ver.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

DE LIMA BARRETO A LUIGI PIRANDELLO OU VICE-VERSA






                                   Parece que sou cagado, mas é da mulesta. Não é que Jussieu me aparece, um dia, querendo minha parceria, para um livro? Por quê não? Tantas são as estórias. lá do Ceará. Não, cansado do Nordeste, de secas e miséria. Mas, foi justamente a penúria da seca e miséria que fez a grandeza do teatro grego. Lá vem você com esta história de grego, quem se interessa por estas coisas de dois mil anos atrás? Rapaz! Eu tive uma ideia. A gente pode ficar rico. Rico? Então é comigo mesmo. Qual a ideia? Só o título vai vender como água no verão. Verdade? Sim. Veja O Triste Fim do Falecido Policarpo Matias Quaresma Pascal e fez um gesto imponente. Mas isto é o nome de dois romances. O Triste Fim de Policarpo Quaresma é de Lima Barreto e o Falecido Matias Pascal Pirandello. Você leu os dois? Não, ainda não li e talvez nem precise ler. Como? Não precisa ler? Não, você sabe que não gosto de repetir nada do que os outros já falaram, tem de sair tudo daqui, tocando a cuca. Jussieu, figura. Você acredita mesmo dizer alguma coisa nunca revelada antes? Enfim, vamos tentar. Arre égua!

                                E como começar? De como o pai de Mattia fez fortuna e depois morreu? Ou do fusilamento de Policarpo, Quixote brasileiro? Esta uma briga e tanto com o amigo Jussieu. Já tem gente de olho em mim. Todos agora querem escrever o romance. Todos se metendo a escritor. Que faze?

sábado, 8 de agosto de 2020

        











                                    Beirute. Cedro. São Marão. Fenícia. Fenícios. Amônia. Hizbulá. Protestos, quem protesta, meu povo? São Marão, São Marão, quem está por trás desta explosão? 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

















                               Teresinha tu hoje vai, Teresinha tu hoje, Teresinha tu hoje, vai.

sábado, 25 de julho de 2020














                                                  
                                              É pau, é pedra, a minha Aroeira. O Salgado dos negros, sem mato, sem cacimba e tanta gente em riba. Que te devastou terra minha. Dor minha, dor. Entropico-me no caminho. Gosto de te ver cantando, Ismael. O rouco som, quase gemido. Por quê choras, filho d`África? Quem te trouxe assim, tão triste? 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

GOSTO DE TE VER CANTANDO

                











                              Alma minha gentil, por que partiste? Estou tão triste! Tragam-me pra dançar um frevo. Cadê, Capiba? É de amargar, tu não sabes como aqui está! E nem queira saber. Já não aguento mais. E no entanto, inda acredito, há de surgir a linda flor da madrugada.

terça-feira, 7 de julho de 2020

SAINT-DENIS, SÃO DIONÍSIO DA CABEÇA













                                  Eu vejo um homem. Ele é negro, negro não, preto, pardo, marrom, sei lá. É um homem e pronto. Está caído, no chão, uma polícia aponta um revolver, parece não se incomadar, ao lado um saco, ele o abre e pega alguma coisa, deixa-me ver, sim, é uma cabeça ensaguentada. Ergue-se com a cabeça na mão, chega um carro da polícia. Os policias já de arma na mão. Ele atravessa a rua ignorando tudo e todos. Segurando a cabeça, anda, onde vai parar este Saint-Denis da periferia? Alguém me diz? Em que igreja entrará? A polícia o segue, atirando. Ele anda em passos lentos, as balas parecem de festim. Gritam-lhe, ordenando que pare. Por quê  a polícia continua atirando?  Quem mais louco? Para isto, os impostos? Não há quem os pare? Dime cristão, onde está tua fé?