Eu já estava pra fechar o mercado, conversava com um colega, oficial justiça, quando entrou um samango. Moreno alto, pele lisa, cabelo à moda policial, fardado e armado, portanto, estava a serviço. Pediu um saco e ele começou a escolher umas bananas, entre as menos maduros, perguntando porque não comprava bananas mais verdes. Disse-lhe que aquelas eram de vez, mas já tinham amadurecido e se comprasse muito verde não amadureciam ou amadureciam sem gosto. Enquanto isto, comecei a arrumar tudo para fechar o mercadinho, deixando meu sócio atendendo. Fechamos a loja e saímos todos juntos, quando perguntei ao sócio se ele tinha pago. O soldado disse que ainda não, mas ia pagar naquele momento. Meteu a mão no bolso e tirou duas moedas, uma de um centavo e outra de cinco. Chamei meu sócio para conferir e testemunhar a extorsão do militar. Ele me disse entre zombeteiro e ameaçador. Diga o nome dele, colega não é nome e foi saindo, enquanto eu, ligeiramente nervoso procurava o celular para gravar, por quanto ele sumia na esquina, perdendo-o, eu, de vista. Eu que ficava então sem seu nome, sem uma foto sua, sem nada.
Opa, que bagunça é esta em meu romance, rapaz? Ô Seu Didi, pensei que o senhor iria gostar! Gostar o quê, cara, totalmente fora do tema, de meu estilo, vai quebrar a unidade! Ponha aí, antes que me esqueça. E o Cabelim tá cada vez mais, diabo me esqueci. Deixa prá lá.
E eu vou atrás de meu ladrão! Seu ladrão? O ladrão é praça, cuidado pra não perderes a praça. Destas manhãs eu entendo.