terça-feira, 11 de agosto de 2020

DE LIMA BARRETO A LUIGI PIRANDELLO OU VICE-VERSA






                                   Parece que sou cagado, mas é da mulesta. Não é que Jussieu me aparece, um dia, querendo minha parceria, para um livro? Por quê não? Tantas são as estórias. lá do Ceará. Não, cansado do Nordeste, de secas e miséria. Mas, foi justamente a penúria da seca e miséria que fez a grandeza do teatro grego. Lá vem você com esta história de grego, quem se interessa por estas coisas de dois mil anos atrás? Rapaz! Eu tive uma ideia. A gente pode ficar rico. Rico? Então é comigo mesmo. Qual a ideia? Só o título vai vender como água no verão. Verdade? Sim. Veja O Triste Fim do Falecido Policarpo Matias Quaresma Pascal e fez um gesto imponente. Mas isto é o nome de dois romances. O Triste Fim de Policarpo Quaresma é de Lima Barreto e o Falecido Matias Pascal Pirandello. Você os dois? Não, ainda não li e talvez nem precise ler. Como? Não precisa ler? Não, você sabe que não gosto de repetir nada do que os outros já falaram, tem de sair tudo aqui de minha cabeça. 

sábado, 8 de agosto de 2020

        











                                    Beirute. Cedro. São Marão. Fenícia. Fenícios. Amônia. Hizbulá. Protestos, quem protesta, meu povo? São Marão, São Marão, quem está por trás desta explosão? 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

















                               Teresinha tu hoje vai, Teresinha tu hoje, Teresinha tu hoje, vai.

sábado, 25 de julho de 2020














                                                  
                                              É pau, é pedra, a minha Aroeira. O Salgado dos negros, sem mato, sem cacimba e tanta gente em riba. Que te devastou terra minha. Dor minha, dor. Entropico-me no caminho. Gosto de te ver cantando, Ismael. O rouco som, quase gemido. Por quê choras, filho d`África? Quem te trouxe assim, tão triste? 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

GOSTO DE TE VER CANTANDO

                











                              Alma minha gentil, por que partiste? Estou tão triste! Tragam-me pra dançar um frevo. Cadê, Capiba? É de amargar, tu não sabes como aqui está! E nem queira saber. Já não aguento mais. E no entanto, inda acredito, há de surgir a linda flor da madrugada.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

SAINT-DENIS, SÃO DIONÍSIO DA CABEÇA













                                  Eu vejo um homem. Ele é negro, negro não, preto, pardo, marrom ou sei lá. É um homem e pronto. Está caído, no chão, uma polícia aponta um revolver, parece não se incomadar, ao lado um saco, ele o abre e pega alguma coisa, deixa-me ver, sim, é uma cabeça ensaguentada. Ergue-se com a cabeça na mão, chega um carro da polícia. Os policias já de arma não. Ele atravessa a rua ignorando tudo e todos. Segurando a cabeça, anda, onde vai parar este Saint-Denis da periferia? Alguém me diz? Em que igreja entrará? A polícia o segue, atirando. Ele anda em passos lentos, as balas parecem de festim. Gritam-lhe, ordenando que pare. Por quê  a polícia continua atirando?   

sábado, 4 de julho de 2020

DANÇA DA MORTE














                                           
                                               Pára, mulher, que loucura é esta? Pára com esta dança, não está vendo que as pessoas estão te recriminando? As pessoas morrendo e tu, nesta, loucura, dançando. Falando sozinho, Mancambira? Que sozinho! Não está vendo a Frau Troffea se acabando de dançar, enquanto passa o enterro de Chediak? Esta maluca está desrespeitando o sentimentos dos outros. Não, é possível, estão aplaudindo. Lá venho uma segurando saia. É louca, se juntou à Troffea e stá dançando também. Gente, venham cá, vejam esta loucura, já tem 5 mulheres dançando, quase em frente ao cemitério. É a dança da morte. O que deu nesta gente?