Desemprego, guerra, militares, enquanto houver tudo isto, nós não somos nada, nada. Fronteiras, inimigos, criações imbecís. Eu vi, armados até os dentes, mil soldados a hurlar refrões de guerra, a massacrar seu povo, vingando morte de um dos seus. Retorno a Hamurabi, 1770 anos antes de Cristo. Para isto os pagamos? Cão de mundo. Bem-vinda, corona. Faz teu trabalho, coronavírus, inda que comas os mais lindos olhos, as mais lindas curvas, os mais possantes músculos. Muito generoso, tu, perto da fome. E tu, Antõe Cego, por quê insistes em curar o incurável? Ela era loira e bela e d’olhos de cor do mandaçaia. Trouxeram-na pra Seu Antõe. Dois varões sustentavam a almaca em que vinha carregada por quatro varões. Ela, inquieta, esgania, tossia. Gritava, sufocava-se. O balanço da almaça. Seu Antõe mandou por a almaça sobre uma cama. E começou a cantar. Ave Maria, mãe de Deus, rogai a Jesus por ela. Enquanto os presentes repetiam em coro a ladainha. Então Seu Antõe pegou três ramos de arruda de um vaso começou a bater os ramos na cabeça da doente dizendo: Pelo ar que respiras, eu te benzo; e tocando nos ombros: pelo fogo que te aquece, eu te benzo; embatendo nos peitos: pela água que te banha, eu te benzo; três batendo barriga, pela terra que pisas, eu te benzo; e tocando três vezes com os ramos d’arruda nas partes íntimas, enquanto ela estremecia, disse: pelo poder do amor, eu te curo; e descendo os ramos pelas coxas disse: eu, servo Senhor e a seu mando te livro de todos os males da alma e corpo; e descendo pelas pernas: pelos deuses me liberto; e descendo até os pés: ao universo me projeto; que se estabeleça minha cura que é a cura do senhor. pelo oh God! Oh host! Oh Déu!
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