As águas vão rolar, garrafa cheia, eu não quero ver sobrar. Eu passo a mão na saca, saca, saca-rolha e bebo até, me afogar. Deixa as águas rolar. Se a polícia por isso me prender, e na última hora me soltar, eu pego a saca, saca, saca-rolha ninguém me agarra, ninguém me agarra. Nem mesmo seu Zé da Zilda? Você vai mesmo, deixar me prenderem Dona Zilda? Você deixa Seu Valdir Machado? Aí que saudade! De repente, o Bahiano de Tênis ficou vazio. Não me assustei, comecei a subir a Princesa Leopoldina e logo vi o Largo da Graça, com a Igreja, o abrigo e ponto de táxis e em seguida a Rua 8 de dezembro. Dona Laura pediu para que eu fosse à Telefônica reclamar que o 8456 estava com defeito. Eu fui. Subi a Oito de dezembro, virei à esquerda na esquina da Graça da onde morava seu pai, Seu José Catarino e segui até a Telefônica. Lá fiquei com vergonha, não entrei para dar o recado. Timidez dando-me uma das muitas muitas derrotas que tive ao longo dos anos. Carola, aquele, aquela que não sai das igrejas, passa o dia zanzando de igrejas em igreja, enchendo o saco dos padres, pastores e ministros; caroche, também, um cara, uma cara que só pensa no trabalho, transferindo seu lar para o local da labuta e não pensa em outra coisa que não o trampo. E as águas rolam e ele se afoga.
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