Dona Eulália, pra nós, Dona Oláia, armava a melhor lapinha de Natal. Festeira, sempre à frente das festas. O bumba-meu-boi, boi voador de Nassau, os autos de Natal, o Santo Antonio, e até o carnaval. Ôlê lê, lê, Cadê meu carnaval. Carnaval está morrendo, cadê meu carnaval. Se o samba acabar, também vou morrer. Se o samba acabar, também vou morrer.
Os gritos de Seu Genário, os estertores no leito de morte! Manga, foi, comprada na feira, espada verde-amarela, com pintinhas pretas, chupada quente, diziam. Gritos? Uivos, ouvidos de toda rua, a cara magra, fina, fina, a sombra na parede, à luz do fifó. De fazer medo. Saí de perto, pra fora, mamãe lá, Dona Rosita, consolar. Ah, os gritos, na cama, nos ouvidos. E Jairo de tia Rita, também de manga. Menos de uma semana se foi, como seu Genário. Mostra tua cara, pedia, no silêncio, no escuro. E tem cara?Ainda nu tinha visto. Nã. Feia, deve ser. Imaginava-me indo, passando no cemitério, pra casa de tia ou de tia São Pedro. Onde estão, agora, almas sofridas, gemendo sob o peso da terra. Ah, não quero ser enterrado, medo de escuridão, não suporto aperto. Da terra, do caixão. Talvez, como os parses, posto na torre, comida d’urubus e d’outros carniceiros, mas só quando começasse a feder. Medo de colocarem vivo ali. A bicada dos bichos devem ser dolorosas, rasgando carne. Talvez esperem morre, talvez não comam se sentirem que está vivo. São sensíveis, embora já tenha visto, no Coqueiro, em Boa Vista do Tupim, urubus rodeando uma vaca agonizando de fome e seca, beliscando a xiranha da pobre vaca ainda viva. Espero que comigo tenham mais paciência e respeito, por quê uma beliscada no fiofó deve doer como quê. E cadê meu carnaval? Chora, agora, pilantra, tu que passaste os anos rindo, como Cirilo, da miséria dos outros. Tu que dizias não ter jeito para alguns a não ser morte. Pede, agora, tolerância, quando tu não a tiveste! Pede e espera, se te dão!
Os gritos de Seu Genário, os estertores no leito de morte! Manga, foi, comprada na feira, espada verde-amarela, com pintinhas pretas, chupada quente, diziam. Gritos? Uivos, ouvidos de toda rua, a cara magra, fina, fina, a sombra na parede, à luz do fifó. De fazer medo. Saí de perto, pra fora, mamãe lá, Dona Rosita, consolar. Ah, os gritos, na cama, nos ouvidos. E Jairo de tia Rita, também de manga. Menos de uma semana se foi, como seu Genário. Mostra tua cara, pedia, no silêncio, no escuro. E tem cara?Ainda nu tinha visto. Nã. Feia, deve ser. Imaginava-me indo, passando no cemitério, pra casa de tia ou de tia São Pedro. Onde estão, agora, almas sofridas, gemendo sob o peso da terra. Ah, não quero ser enterrado, medo de escuridão, não suporto aperto. Da terra, do caixão. Talvez, como os parses, posto na torre, comida d’urubus e d’outros carniceiros, mas só quando começasse a feder. Medo de colocarem vivo ali. A bicada dos bichos devem ser dolorosas, rasgando carne. Talvez esperem morre, talvez não comam se sentirem que está vivo. São sensíveis, embora já tenha visto, no Coqueiro, em Boa Vista do Tupim, urubus rodeando uma vaca agonizando de fome e seca, beliscando a xiranha da pobre vaca ainda viva. Espero que comigo tenham mais paciência e respeito, por quê uma beliscada no fiofó deve doer como quê. E cadê meu carnaval? Chora, agora, pilantra, tu que passaste os anos rindo, como Cirilo, da miséria dos outros. Tu que dizias não ter jeito para alguns a não ser morte. Pede, agora, tolerância, quando tu não a tiveste! Pede e espera, se te dão!
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